Maria Montessori

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A influência da Revolução Industrial na Itália e em toda Europa

Montessori nasceu num período de grandes mudanças na organização da produção e relações sociais do trabalho provocadas pela modernização da indústria na Europa pós Revolução Industrial iniciada no século anterior (séc. XVIII) na Inglaterra (ARRUDA, 1984). A Revolução Industrial fortaleceu a reconfiguração do espaço nos centros urbanos, que já vinham sendo modificados com o deslocamento rural para os centros e intensificou a modificação demográfica, com a centralização da população urbana causada pelo deslocamento anterior e pelas imigrações advindas de outros países. Essa imigração foi iniciada na primeira metade do séc. XIX e fortalecida na segunda metade do mesmo século e no século XX.
O fortalecimento da acumulação de capital e a demanda de maior produtividade possibilitaram o desenvolvimento e o avanço tecnológico modernizando cada vez mais as indústrias britânicas. Em contrapartida o trabalho era cada vez mais fracionado e desqualificado possibilitando o trabalho coletivo – aonde vários trabalhadores executavam a mesma tarefa -, a introdução e o fortalecimento do trabalho infantil e das mulheres no decorrer de todo o séc. XIX, e o fortalecimento e amadurecimento da ordem social que foi estabelecida com o surgimento do proprietário da produção (patrões e capitalistas) e o proletariado ou classe trabalhadora (vendedores da mão de obra) (ARRUDA, 1984).
O quadro desumano em que se encontrava a população nas longas jornadas de trabalho, as condições subumanas de moradia, a falta de qualificação do trabalho, a falta de condições de subsistência e de instabilidade no emprego – para a classe trabalhadora (urbana e rural) – gerou vários conflitos violentos, diretos e até organizados por movimentos no decorrer de toda Revolução Industrial e pós revolução.
Porém os movimentos dos trabalhadores e movimentos sociais só vão ganhar novos contornos que levem a consciência de classe e uma postura mais política na segunda metade do século XIX com as noções de Direito do Homem e Soberania Popular, marcas da Revolução Francesa e da própria Revolução Industrial, e com o amadurecimento da classe trabalhadora.
A modernização industrial se expandiu pela Europa no decorrer do séc. XIX, assim como as concepções e articulações da classe trabalhadora.
Na Itália essa modernização se fortalece na segunda metade desse século, provocando uma forte tendência a emigração devido ao seu contingente demográfico favorecer excedente de mão de obra. Aliado a esse fator as Américas passavam por um processo histórico, econômico e político de transição do sistema de escravocrata para o trabalho livre, de alguns países estarem em transição da monarquia para sistema republicano motivados pela expansão capitalista. Esses fatores favoreciam, principalmente na América Latina, a demanda de mão de obra estrangeira no final do séc. XIX e início do séc. XX; além dessa região possuir baixo coeficiente demográfico (Bassanezi; Bógus, 1996).

O contexto de guerras e expansão territorial da Itália séculos XIX e XX

Não podemos esquecer que a Itália é o berço do Renascimento – ponte que se faz entre a Idade Média e Idade Moderna, o saber passa a ser o centro de todas as atenções e destacam-se personagens como Michelangelo, Leonardo da Vincci, Maquiavel e outros que fizeram grandes contribuições ao saber científico em diversos campos como, por exemplo, na arte, na física e na política.
O governo de Vitor Emanuel II 1861 – No ano de 1861 foi proclamado rei de Itália e nesse mesmo ano cedeu Nice e Sabóia à França como forma de recompensar a ajuda prestada em batalhas anteriores. Veneza veio a integrar o reino de Itália, em virtude da participação de Itália na facção da Prússia na Guerra das Sete Semanas, que opôs a Prússia à Áustria em 1866. Por fim, o Estado de Roma foi anexado, passando a constituir a capital do país (BERTONHA, 2005).
A unificação da Itália teve seu fim no ano de 1929, quando após anos e anos de resistência da autoridade papal, o tratado de Latrão completou a formação da nação italiana. Apesar de representar uma luta histórica ao longo do século XIX, a unificação italiana não conseguiu prontamente criar uma identidade cultural entre o povo italiano. Além das diferenças de cunho histórico, lingüístico e cultural, a diferença do desenvolvimento econômico observado nas regiões norte e sul foi outro entrave na criação da Itália. Vítor Emanuel faleceu a 9 de Janeiro de 1878, em Roma. Vítor Emanuel II, rei de Itália, é sucedido por seu filho Humberto I.

Invasão da Etiópia (batalha Adowa) 1896
(Montessori forma-se na faculdade medicina)

Em 1895, a Etiópia foi invadida pela Itália, porém o exército etíope, sob a liderança de Menelik II, derrotou os italianos na famosa batalha de Adwa – a primeira vitória militar de uma nação africana sobre o colonizador europeu – mantendo o país livre e independente. Em 1900 Humberto I sofre um atentado e é sucedido por Vítor Emanuel III que durante a Primeira Guerra Mundial teve um importante papel nas decisões políticas.

Guerra ítalo-turca (1911-1912)

Itália exigiu da Turquia o consentimento para uma ocupação militar da Tripolitânia e da Cirenaica, porém a resposta dos turcos não foi de encontro aos desejos italianos. A guerra foi declarada no dia 29 de Setembro de 1911 e se estendeu até 18 de outubro de 1912. Esta guerra é um importante prescedente da I Guerra Mundial e influiu nos conflitos nacionalistas nos estados balcânicos. Durante a Itália conquistou o norte de Trípoli e em 1914 havia ocupado grande parte da Líbia, declarando-a parte integral do país em 1939.

Primeira Grande Guerra Mundial (1915-1918)

A Guerra iniciou-se em 28 de junho de 1914 com o ataque da Áustria à Sérvia, que por sua vez contava com o apoio da Rússia. Depois de uma série de contatos secretos, a Itália entrou na Guerra ao lado da Entente (Rússia, França e Inglaterra), tendo recebido a promessa de que receberia o território do Tirol e parte das colônias alemãs.
A Turquia entrou na Guerra ao lado da Tríplece Aliança (Alemanha, Austria-Hungria). O mapa acima mostra as áreas de combates.
Ao final a Inglaterra, França, Bélgica e Portugal dividiram a África entre si pois foram os primeiros países a se industrializarem (Com exceção de Portugal que conseguiu domínios graças a seu pioneirismo na navegação). Quando a Itália e Alemanha também se industrializaram logo depois, elas queriam sua fatia da África. No entanto as primeiras potências não cederam. A Itália só conseguiu dois países nanicos (Eritréia e Etiópia). Foi esse ressentimento que levou a Itália à Segunda Guerra. Ela queria possessões na África. Como recompensa a Itália fica com Trieste e parte do Tirol.

O fascismo na Itália (1922-1943 / 1943-1945)
(Montessori torna-se inspetora das escolas da Itália)


A Revolução Fascista começou em 1919 com Benito Mussolini. Ele redigia a doutrina do sufrágio universal, a abolição do Senado, a instituição legal da jornada de 8 horas, um pesado imposto sobre o capital, o confisco de 85% dos lucros de guerra, a aceitação da Liga das Nações, a oposição a todos os imperialismos, e a anexação do Fiúme e da Dalmácia. Mas a política italiana continuou de forma conservadora punindo apenas alguns políticos socialistas e reclamando algumas promessas feitas pelos aliados durante a guerra.
Mussolini, apoiado pelo povo extremamente nacionalista e cansados da crise econômica instaurada no país, pressiona o rei Victor Emanuel III e toma o poder após a marcha sobre Roma em 1922. O regime fascista era extremamente nacionalista, totalitário e de caráter corporativo em que o trabalho e o capital ficavam subordinados ao Estado (BERTONHA, 2005). Os fascistas também eram contra o materialismo e a dialética marxista se tornando antiitelectuais. Mussolini dizia que “a guerra exalta e enobrece o homem, e regenera os povos ociosos e decadentes”.
Durante o seu governo Mussolini conseguiu apoio da Igreja Católica através do tratado de Latrão formalizando o Estado do Vaticano; eliminou a Máfia, na Sicília; melhorou a agricultura; intensificou a produção industrial e duplicou a força hidroelétrica. Porém a ditadura do “Duce”, como era chamado Mussolini, foi duramente repressiva, não houve melhoramento de salários, a população continuava insatisfeita e sendo arrastada para várias guerras imperialistas agora ao lado de Hitler.

2° Guerra Mundial – (A república parlamentarista da Itália de 1946)

Com a intervenção da Itália na 2° Guerra Mundial como aliada da Alemanha resultando na perda das colônias italianas no norte da África e após a invasão America ao sul da Itália, Mussolini foi demitido do cargo de 1° ministro e logo em seguida preso. O rei Vítor Emanuel 3º, acuado diante de tantos problemas, assinou o armistício em 5 de setembro de 1943 fugiu de Roma, que foi tomada pelos Partigiani, a Resistência Italiana, grupo que lutava contra o Eixo.
A Itália, então, se dividiu em duas: o sul ficou sob domínio dos Aliados (o Exército Brasileiro, representado pela Força Expedicionária Brasileira – FEB participou da tomada de muitas cidades); e o centro e o norte, sob domínio nazista. Os nazistas resgatam “Duce” da prisão e ele instala ao norte da Itália, ocupado pelos nazistas, a República Social Italiana. A República de Salò, nome dado a essa nova fase do fascismo na Itália, não era nada mais que uma forma de Hitler manter o domínio sobre o norte italiano.
Em junho de 1944, os Estados Unidos tomaram Roma. Poucos dias depois, os Partigiani iniciaram ataques às tropas nazistas. Em 27 de abril de 1945, Mussolini e sua amante, Clara Petacci, que tentavam fugir para a Suíça, foram capturados e executados pelos Partigiani ficando seus corpos expostos na Piazzale Loreto, em Milão. Em 2 de maio de 1945, os nazistas se renderam na Itália. Findava assim a longa ditadura fascista sobre o povo italiano.
Em 1946, a monarquia foi substituída pela República. Os italianos desgostosos com a monarquia vão às urnas e votam para a república e a assembleia constituinte passa a ser elegida por três grandes partidos. Em 1947, a Itália assinou os tratados de paz, comprometendo-se a abrir mão da Etiópia e da Albânia, além de perder suas colônias. A constituição entra em vigor 1948.

Referência Bibliográfica:

ARRUDA,Jose Jobson de Andrade; A Revolução Industrial e o capitalismo. São Paulo: Nova Cultura, 1984.

BERTONHA, João Fábio; Os Italianos – O fascismo e a economia italiana. São Paulo: Contexto, 2005, págs. 129-133.
BERTONHA, João Fábio; Os Italianos – A política italiana na era liberal. São Paulo: Contexto, 2005, págs. 189-193.
KEEGAN, John; História Ilustrada da Primeira Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

BASSANEZI, Maria Silvia C. B.; BÓGUS, Lúcia Maria Machado. Do Brasil para Europa – imigrantes brasileiros na Península Itálica neste final de século. Anais da Associação Brasileira de Estudos Populacionais. São Paulo: UNICAMP, 1996, págs. 893-914. Disponível em http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf/1996/T96V2A12.pdf.  Acesso dia 14/05/2010 às 09:15hs)

Grupo: Elane Alves, Cristiane Campos, Maria da Gloria, Patricia Paes, Simone Maria.

A prática educativa baseada em Montessori tem o objetivo de desenvolver no educando a habilidade de auto-educação. Desse modo, “na medida em que se educa, a criança estaria apta para se auto-regular em relação a si e a sociedade que a cerca. Tal auto-educação acarretaria, no futuro do educando, uma maior liberdade, uma vez que este não precisaria sofrer controles externos em seus atos sociais. Isto foi o que Piaget chamou de “abertura para todos os possíveis” aos que atingissem o período hipotético-dedutivo de inteligência.” (BELLO, 2005. P. 78-19).

Assim, Maria Montessori estabeleceu o que hoje conhecemos como princípios fundamentais.

Princípios Fundamentais:

  • Individualidade: Baseado nesse princípio, cada criança tem o seu próprio ritmo de trabalho, e tem que ser respeitado para que haja atendimento as diferenças de cada um. Neste processo, a maturação e a experiência apresentam-se como fatores básicos que se inter-relacionam;
  • Liberdade: valoriza-se a educação pela liberdade, e a responsabilidade;
  • Autonomia: a criança conquista a sua autonomia pelo esforço constante, pelo trabalho que realiza através da atividade contínua.
  • Respeito: todas as vezes que o educador interferir sem necessidade na atividade da criança, ele está faltando com o respeito a ela e ao seu trabalho de auto-desenvolvimento e auto-educação (ANAIS: 1976, p. 312-314).

Educação no atual momento:

A pedagogia de Montessori insere-se no movimento da Escola Nova, uma oposição aos métodos tradicionais que não respeitavam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança. Ocupa um papel de destaque neste movimento pelas novas técnicas que apresentou para os jardins de infância e para as primeiras séries do ensino formal.

A escola, nesse contexto histórico, tinha o objetivo de formar pessoas capazes de garantir o progresso econômico e histórico da nação, elevar o nível moral e cultural da massa e promover os melhores elementos de todas as classes, garantindo a renovação contínua das camadas dirigentes

Em contraponto, as salas de aula que se utilizam do método montessoriano diferem-se das escolas tradicionais por não haver carteiras enfileiradas, o que propicia a movimentação organizada, com isso, auxiliando a possibilidade do conviver social, “bem como, a livre escolha de escolher de forma independente as mesmas atividades em tempos diferentes, individualmente ou em pequenos grupos” (LIMA, 2005, p. 70).

Relação com outros autores:

Piaget ao discutir sobre o método Montessori, apoiou e valorizou muitas das idéias desta autora. Entretanto, considerou os materiais de Montessori padronizados demais, de forma que, em sua opinião, poderiam ser construídos pela própria criança (GIORDANI, 2005, p. 47).

VYGOTSKY (2003, p.155), por sua vez, considera razoável ensinar a leitura e a escrita precocemente, como MONTESSORI enfatiza, mas sua crítica baseia-se em considerar que “o ensino tem de ser organizado de forma que a leitura e a escrita se tornem necessárias às crianças”, e não serem tomadas como um exercício meramente mecânico.

Dentre os vários métodos criados, o método educativo que está baseado nos parâmetros de Montessori é aquele que valoriza um trabalho sistemático e estruturado. O mesmo enfatiza as habilidades iniciais e também aquelas que se concretizarão após o aprendiz estar em um nível mais avançado. Já os construtivistas criticaram essa didática, pois ela prioriza materiais já prontos e não visa a elaboração destes pela própria criança, no caso, o aprendiz.

Bibliografia utilizada:

II CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO MONTESSORIANA. Anais.

Associação Montessori do Brasil. Rio de Janeiro: v.2, p.312-314, 1976.

BELLO, J. L. P. Renúncia à tirania. In: Coleção Memória da Pedagogia, Rio de Janeiro:Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, v, 3, n.3, p. 76-79, 2005.

GIORDANI, E.M. O artesão e o cosmos. In: Coleção Memória da Pedagogia, Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, v, 3, n.3, p. 47, 2005.

LIMA, E. O exercício da autonomia. In:Coleção Memória da Pedagogia, Rio de Janeiro:

Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, v, 3, n.3, p. 70, 2005.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Grupo: Amanda Mendes, Ana Carolina Campos, Carolina Amaral, Lívia Henriques.

Maria Montessori nasceu em 1870 na cidade de Chiaravalle, na Província de Ancona, Itália, no dia 31 de agosto de 1870. Pertencia a uma família bastante religiosa e conservadora, defensora da idéia de que a mulher deveria se dedicar ao amor de Deus e as coisas sagradas. Em 1875, sua família muda para Roma onde passa toda sua infância.
Opondo-se à sua família e, principalmente, a seu pai, e vencendo as resistências da época, em 1892, torna-se a primeira mulher italiana a freqüentar a Faculdade de Medicina. De acordo com Kramer (1976), sua entrada na Faculdade foi por autorização do papa Leão XIII. Em 1896, concluiu o curso superior na Universidade de Roma, com tese na área de psiquiatria e engajada no movimento feminista, além de participar do Congresso Internacional pelos Direitos da Mulher, em Berlim.
Em 1898, é nomeada co-diretora da Escola Ortofrênica de Roma, de crianças com deficiências mentais, onde Montessori e seu colega Giuseppe Montesano têm um envolvimento afetivo que resulta no nascimento de Mário, seu único filho, em 1900. Nesta mesma data, viaja para Londres com o objetivo de participar do congresso feminista.
Mesmo tendo se envolvido com Montesano, em 1901, ele se casa com outra mulher, sem nunca ter oficializado sua ligação com Montessori e assim ela deixa a Escola Ortofrênica.
Em 1904, torna-se livre-docente pela Universidade de Roma e obtém uma cadeira no Departamento de Antropologia. Neste mesmo período, trabalha na educação de crianças, em uma creche para filhos de operários no bairro de San Lorenzo, em Roma.
Em 06 de Janeiro de 1907, é inaugurada a primeira “Casa dei Bambini” (Casa das Crianças), germe e modelo de todas as instituições montessorianas. Já em 1909, publica O método da pedagogia científica, obra que torna seu trabalho conhecido internacionalmente, conhecido como o Método de Montessori. Ainda neste ano, realiza seu primeiro curso de treinamento de professores em Città di Castello.
Pensando a se dedicar exclusivamente à Pedagogia, em 1911 abandona o trabalho como médica. É neste momento que muitas escolas públicas italianas e suíças passam a adotar o seu método.
Após uma viagem aos EUA, em 1913, mais de cem escolas adotam seu método. Encontra-se com Mabel Hubbard Bell, esposa de Alexander Graham Bell, o inventor do telefone, fundadora de instituições montessorianas no Canadá e nos EUA.
Entre 1915 e 1916,visita novamente os EUA, onde apresenta suas idéias na Panamá-Pacific International Exhibition (São Francisco) e promove um curso de formação de professores em Los Angeles e, posteriormente, em Barcelona, na Espanha.
Em 1919, durante as aulas e cursos para professores em Londres, apresenta materiais pedagógicos específicos para crianças entre 6 e 11 anos e, em 1922, é nomeada inspetora das escolas italianas.
Já em 1924, Montessori encontra-se com o ditador fascista Benito Mussolini, que concorda em dar suporte para as escolas montessorianas. Porém, em 1931, as escolas são fechadas pelo governo por se recusarem a apoiar o regime fascista. Por isso, Maria Montessori deixa a Itália e se estabelece na Espanha.
Durante a Guerra Civil Espanhola, em 1936, muda-se para a Inglaterra e, em 1938, inaugura na Holanda um centro para treinamento de professores.
Fugindo da guerra de 1939, Maria Montessori e seu filho Mário vão para a Índia. Mario é detido pelas autoridades da Índia (então colônia britânica), pois, sendo italiano, era considerado inimigo de guerra. Montessori, porém, tem autorização para viajar e lecionar. Terminada a guerra, em 1946, retornam para a Holanda e, em seguida, vão para a Inglaterra.
Publica sua obra Mente absorvente em 1949 e, em 1950, lança A formação do homem, Para educar o potencial humano e O que você precisa saber sobre seu filho.
Morre em Noordwijk aan Zee, Holanda, no dia 06 de maio de 1952, vítima de uma hemorragia cerebral.

Bibliografia – Obras de Maria Montessori

A Criança. São Paulo: Circulo do Livro, 1989.
A Educação e a Paz. São Paulo: Papirus, 2004.
A Formação do Homem
A Mente da Criança
Mente Absorvente
Montessori em família
O método da pedagogia cientifica aplicado à auto-educação infantil na Casa das Crianças. Salvador: Econômica, 1924.
O que você precisa saber sobre seu filho
Para educar o potencial humano. São Paulo: Papirus, 2003.
Pedagogia científica: a descoberta da criança. São Paulo: Flamboyant, 1965, 1969.
Psico-aritmética
Psico-geometria
Uma história no tempo e no espaço
O método da pedagogia científica aplicada a auto educação infantil na Casa das Crianças. In LAWRENCE, E. As origens e a evolução da educação moderna. Lisboa, Ulisseia, s/d.

Referências Bibliográficas:
COLEÇÃO MEMÓRIA DA PEDAGOGIA, n. 3. Maria Montessori: o indivíduo em liberdade. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, 2005, p. 5, p. 98.
KRAMER, Rita.  (1976). Maria Montessori. Nova York: Putman’s Sons GP
MACHADO, I L. Educação Montessori: de um homem novo para um mundo novo. São Paulo: Pioneira, 1980.
NOVA ESCOLA. Edição Especial. Grandes Pensadores: a história do pensamento pedagógico no Ocidente pela obra de seus maiores expoentes. Maria Montessori: a médica que valorizou o aluno. São Paulo: Fundação Victor Civita, p. 31 a 33.
STANDING, E M. Maria Montessori: her life and work. London: Hollis & Carter, 1957.

Sites:
http://www.omb.org.br – Organização Montessori do Brasil
http://www.montessoribrasil.org – Associação Brasileira de Educação Montessoriana
http://www.webster.edu/~woolflm/montessori2.html – Women’s Intellectual Contributions to the Study of Mind and Society (Contribuições Intelectuais da Mulher ao Estudo da Mente e da Sociedade).

A educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, moral e intelectual do indivíduo. Ela está em todos os lugares e no ensino de todos os saberes, portanto, não existe um modelo de educação. A escola não é o único lugar onde ela ocorre e nem o professor é seu único agente. Desta forma, a educação busca atingir a todos independente de classes sociais, raça ou etnia, pois o seu objetivo é a transmissão da cultura, a adaptação dos indivíduos à sociedade e o desenvolvimento das suas potencialidades.

Destacamos a educação especial, que marca o convívio com limitações humanas mais evidentes, contudo, a deficiência não deve ser tomada como um impedimento para o desenvolvimento das potencialidades desse sujeito. A exclusão ocorre dentro do contexto social, em diversos campos de atuação. Cabe a nós, educadores, trabalhar essa integração escolar e social criando estratégias de intervenção diferenciadas, permitindo assim uma vida mais plena e justa para essas pessoas.