Maria Montessori

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A prática educativa baseada em Montessori tem o objetivo de desenvolver no educando a habilidade de auto-educação. Desse modo, “na medida em que se educa, a criança estaria apta para se auto-regular em relação a si e a sociedade que a cerca. Tal auto-educação acarretaria, no futuro do educando, uma maior liberdade, uma vez que este não precisaria sofrer controles externos em seus atos sociais. Isto foi o que Piaget chamou de “abertura para todos os possíveis” aos que atingissem o período hipotético-dedutivo de inteligência.” (BELLO, 2005. P. 78-19).

Assim, Maria Montessori estabeleceu o que hoje conhecemos como princípios fundamentais.

Princípios Fundamentais:

  • Individualidade: Baseado nesse princípio, cada criança tem o seu próprio ritmo de trabalho, e tem que ser respeitado para que haja atendimento as diferenças de cada um. Neste processo, a maturação e a experiência apresentam-se como fatores básicos que se inter-relacionam;
  • Liberdade: valoriza-se a educação pela liberdade, e a responsabilidade;
  • Autonomia: a criança conquista a sua autonomia pelo esforço constante, pelo trabalho que realiza através da atividade contínua.
  • Respeito: todas as vezes que o educador interferir sem necessidade na atividade da criança, ele está faltando com o respeito a ela e ao seu trabalho de auto-desenvolvimento e auto-educação (ANAIS: 1976, p. 312-314).

Educação no atual momento:

A pedagogia de Montessori insere-se no movimento da Escola Nova, uma oposição aos métodos tradicionais que não respeitavam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança. Ocupa um papel de destaque neste movimento pelas novas técnicas que apresentou para os jardins de infância e para as primeiras séries do ensino formal.

A escola, nesse contexto histórico, tinha o objetivo de formar pessoas capazes de garantir o progresso econômico e histórico da nação, elevar o nível moral e cultural da massa e promover os melhores elementos de todas as classes, garantindo a renovação contínua das camadas dirigentes

Em contraponto, as salas de aula que se utilizam do método montessoriano diferem-se das escolas tradicionais por não haver carteiras enfileiradas, o que propicia a movimentação organizada, com isso, auxiliando a possibilidade do conviver social, “bem como, a livre escolha de escolher de forma independente as mesmas atividades em tempos diferentes, individualmente ou em pequenos grupos” (LIMA, 2005, p. 70).

Relação com outros autores:

Piaget ao discutir sobre o método Montessori, apoiou e valorizou muitas das idéias desta autora. Entretanto, considerou os materiais de Montessori padronizados demais, de forma que, em sua opinião, poderiam ser construídos pela própria criança (GIORDANI, 2005, p. 47).

VYGOTSKY (2003, p.155), por sua vez, considera razoável ensinar a leitura e a escrita precocemente, como MONTESSORI enfatiza, mas sua crítica baseia-se em considerar que “o ensino tem de ser organizado de forma que a leitura e a escrita se tornem necessárias às crianças”, e não serem tomadas como um exercício meramente mecânico.

Dentre os vários métodos criados, o método educativo que está baseado nos parâmetros de Montessori é aquele que valoriza um trabalho sistemático e estruturado. O mesmo enfatiza as habilidades iniciais e também aquelas que se concretizarão após o aprendiz estar em um nível mais avançado. Já os construtivistas criticaram essa didática, pois ela prioriza materiais já prontos e não visa a elaboração destes pela própria criança, no caso, o aprendiz.

Bibliografia utilizada:

II CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO MONTESSORIANA. Anais.

Associação Montessori do Brasil. Rio de Janeiro: v.2, p.312-314, 1976.

BELLO, J. L. P. Renúncia à tirania. In: Coleção Memória da Pedagogia, Rio de Janeiro:Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, v, 3, n.3, p. 76-79, 2005.

GIORDANI, E.M. O artesão e o cosmos. In: Coleção Memória da Pedagogia, Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, v, 3, n.3, p. 47, 2005.

LIMA, E. O exercício da autonomia. In:Coleção Memória da Pedagogia, Rio de Janeiro:

Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, v, 3, n.3, p. 70, 2005.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Grupo: Amanda Mendes, Ana Carolina Campos, Carolina Amaral, Lívia Henriques.

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A educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, moral e intelectual do indivíduo. Ela está em todos os lugares e no ensino de todos os saberes, portanto, não existe um modelo de educação. A escola não é o único lugar onde ela ocorre e nem o professor é seu único agente. Desta forma, a educação busca atingir a todos independente de classes sociais, raça ou etnia, pois o seu objetivo é a transmissão da cultura, a adaptação dos indivíduos à sociedade e o desenvolvimento das suas potencialidades.

Destacamos a educação especial, que marca o convívio com limitações humanas mais evidentes, contudo, a deficiência não deve ser tomada como um impedimento para o desenvolvimento das potencialidades desse sujeito. A exclusão ocorre dentro do contexto social, em diversos campos de atuação. Cabe a nós, educadores, trabalhar essa integração escolar e social criando estratégias de intervenção diferenciadas, permitindo assim uma vida mais plena e justa para essas pessoas.